Continuação do texto da postagem anterior, agora com enfase nos partcipantes de uma cadeia, digamos cultural:
A visão de que a cultura brota espontaneamente do seio do povo acaba impedindo o acesso aos bens culturais, o que iria contribuir com a formação de novos artistas e com a possibilidade de desenvolvimento de novas carreiras. Também existe uma visão simplista – criada pela Revolução Industrial – que considera a cultura um acessório, um hobby. Assim surgiu a indústria cultural. Vamos trabalhar aqui verificando que agentes temos nessa indústria que se apresenta. O primeiro deles é o artista, aquele que cria, transforma sua idéia em arte e quer que essa arte seja vista, ouvida e espalhada por todos. Logo, essa arte vira um produto. Criado o produto, é necessária a presença do produtor cultural, o segundo agente, sendo quem produz, organiza e prepara o cenário para o artista atuar. O público surge como terceiro agente, atuando no consumo desses produtos e tornando-se seletivo, crítico e questionador. Surge, então, outro agente, a mídia, que, embora seja ávida de divulgação desses produtos, leva mais em conta aquele que pagar mais por esse trabalho. Para isso, surgem as empresas, ávidas por se apresentar na mídia, por estar com suas marcas na cabeça do público. Outro agente nessa indústria é o governo, que precisa estar atento em não permitir dirigismos culturais e que deve investir de tal forma que qualquer dos produtos culturais tenham a mesma oferta junto ao público. Está criado, assim, o mercado cultural. Conhecê-lo é saber o que vender, quem quer comprar e que produtos oferecer. Para qualquer agente desse mercado cultural, é fundamental ter conhecimento em áreas culturais, leis de incentivo, marketing, projetos e planejamento. A produção cultural passa a ser vista como um processo e para tal precisa de planejamento. Este tem início no levantamento das etapas de produção: determinar os procedimentos e passos do planejamento; executar pesquisas; definir objetivos e estratégias; saber elaborar um projeto, seguir um roteiro predeterminado, verificar a melhor forma de apresentá-lo, que texto de apoio utilizar.
autor: ROBERTO CORRÊA COBAS COSTAS
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
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