quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mecenato MinC - aprovações


Produtores fora do eixo Rio/SP ainda são um pequenissimo percental de projetos aprovados no MinC - repasso um para apenas lembra-nos que temos acervos importantes para divulgar e manter no Brasil todo e que temos que desenvolver o hábito de botar as ideias (as boas!) no papel e enviar para lá - nada muito dificil. Alias nem no papel - formulario pronto.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Patrocionio para projetos Culturais - TAM

Até o dia 30 de dezembro, a TAM receberá projetos esportivos e culturais que tenham como data de realização o primeiro semestre de 2010. Na edição deste ano, a empresa investirá em projetos na área cultural, cujo os recursos serão destinados a casas de show, peças teatrais, cinemas, espetáculos e musicais, moda e museus. O patrocínio será realizado de forma direta, uma vez que a empresa não realiza patrocínios externos por meio de incentivos fiscais estaduais ou federais.
Os interessados em solicitar patrocínio à empresa deverão enviar as propostas por meio do preenchimento do formulário padrão, disponível no site da TAM. Para que as propostas sejam analisadas, o formulário deverá ter todos os campos obrigatórios preenchidos. As propostas deverão ser encaminhadas para o endereço comunicacao.mkt@tam.com.br e os projetos de caráter social e/ou assistencial deverão ser encaminhadas para responsabilidade.social@tam.com.br.
Todo projeto de patrocínio enviado dentro das especificações e categorias especificadas acima será analisado e respondido ao solicitante dentro do prazo de 15 dias úteis a contar da data de envio de todas as informações necessárias, considerando-se eventuais alterações de prazo em função de determinações estratégicas e/ou administrativas da TAM. Para mais informações, clique aqui.

fonte: http://www.culturaemercado.com.br/

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Editais

Este ano por conta das minhas correrias e falra de articulçao para pesquisar acabei perdendo um dos editais da Fundação Cultural de Curitiba - e tinha algumas ideias que poderiam encaixar nos gosto dos examinadores. Já foi. Por conta disto vou postar alguns locais que sempre mantem atualizados suas pastas de editais.
http://www.coopcultural.org.br/coopcultural/editais/
http://www.culturaemercado.com.br/category/editais/
http://www.cultura.gov.br/site/categoria/editais-ministerio-da-cultura/
http://www.overmundo.com.br/overblog/uma-fabrica-de-projetos-culturais
http://produtorindependente.blogspot.com/2009/09/o-produtor-cultural-e-o-produtor-de.html

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Doações - busca de recursos

Gostei do texto. Dá algumas boas dicas sobre contato e formatos, proposta inicial, etc.
Texto: Celia Wada


O que você deve saber antes de entrar em contato?

Tente se informar o máximo possível sobre a fundação ou agência, dedicando tempo à pesquisa e à preparação, antes de tentar entrar em contato com o possível doador. Localize ou peça folders, publicações, orientações para envio de projetos. Visite a home page na Internet. Confira as áreas programáticas da fundação. Verifique se você está incluído nas prioridades e se atende aos critérios da entidade.
Veja a relação (se disponível) de projetos que eles já apoiaram e compare com o tipo de projeto que você desenvolve ou pretende implementar. Cheque os procedimentos apontados pela entidade sobre como fazer contato. Algumas pedem uma carta inicial, curta e objetiva. Outras só estabelecem contato a partir do recebimento de projetos apresentados segundo roteiros, formulários e listas de documentos necessários, fornecidos pela entidade. Verifique se existe alguma exigência quanto ao projeto ter sido concebido e estruturado segundo algum método de planejamento específico. Conheça a si mesmo e à sua organização. Assegure-se de que seu conselho tem clara sua missão. Seja capaz de definir por que vocês são diferentes e como podem resolver os problemas. Escreva um documento conceitual e deixe-o na gaveta por uma semana. Depois, releia e mostre aos colegas e pergunte se o texto realmente está comunicando o que você está querendo dizer, de maneira honesta e direto ao ponto. O que os doadores esperam sobre o modo de contato e de apresentação da proposta ?Informe-se sobre com quem você deve falar: nome, cargo, função. A pior coisa é enviar cartas dirigidas a alguém que não está mais no cargo. Dirija-se diretamente à pessoa e acredite na sua capacidade profissional e inteligência. Siga suas recomendações e seja respeitoso com os procedimentos da entidade. Esforços de lobby, como 25 cartas de apoio de outras instituições, não funcionam. Evite o uso de contatos pessoais diretos com o conselho da entidade, passando por cima do responsável pelo recebimento e avaliação de projetos. Não tente criar canais pessoais e informais, tais como convites para jantar, a não ser que proposto pela pessoa como um jantar de trabalho. Prepare-se para a entrevista. Releia o material sobre a fundação ou agência e prepare-se para apresentar com clareza e objetividade sua organização e seu projeto. Focalize mais as soluções (e menos os problemas) que o projeto pretende oferecer. Evite os jargões e a falta de concisão. Numa entrevista, garanta sempre a presença das pessoas que vão dirigir o projeto, e não apenas do responsável pela captação de recursos. Jamais pergunte "Quanto devemos solicitar?". Tenha bem definidas as suas necessidades e seu orçamento e apresente-os de forma bem fundamentada. Quais as características de uma proposta bem sucedida, na opinião dos doadores?Quando ela possibilita aos doadores ver como seu investimento resultará num impacto de longo prazo, indicando os planos para a sustentação no futuro; A que revela o interesse e o compromisso do Conselho da organização; Quando demonstra que o solicitante refletiu claramente sobre o seu papel e suas políticas no contexto em que opera. E que, além de entender profundamente este contexto, consegue articular claramente a essência e a personalidade da organização na busca de soluções; Ser bem estruturada, demonstrando com clareza o problema e os objetivos para enfrentá lo; Comprovar que a organização já demonstrou ter capacidade para fazer um trabalho sólido, contando com líderes capazes, comprometidos, perseverantes e efetivos; Apresentar maneiras inovadoras, consistentes e pouco usuais para resolver problemas; Estar em sintonia com as prioridades da instituição doadora.
Quais são algumas das razões pelas quais uma proposta pode ser rejeitada?
Não estar em sintonia com os objetivos e prioridades da entidade doadora;
Ser genérica a ponto de poder ser atribuída a qualquer outra instituição;
Ter um orçamento bastante alto quando comparado com as despesas operacionais gerais da organização ou se há algo espantoso, como 60% de despesas administrativas;
Se não demonstra a capacidade da organização e de seu pessoal de levar adiante o projeto; Discurso arrogante ou retórico;
Falta de honestidade ou falta de caráter.
Na proposta, qual é a seção mais importante, de maior peso?
Há um consenso generalizado entre os doadores sobre a importância da carta inicial ou do chamado sumário executivo, geralmente de uma página ou duas, que apresenta o resumo da proposta.
É a primeira coisa que os doadores lêem.
Há uma avaliação comum: se você não puder dizer quem é, o que pretende, onde, quando e porquê em uma página, não poderá fazê-lo em dez.
Portanto, espera-se que nesta carta inicial ou sumário estejam contidos os seguintes aspectos:Logo nos primeiros parágrafos, a organização deve dizer o que quer e como a proposta se encaixa nas prioridades programáticas do doador; Fazer um resumo sobre o problema (ou necessidades), como o diagnosticaram e como pretendem solucioná-lo. Em seguida, as partes da proposta (texto mais desenvolvido sobre o projeto) que mais merecem a atenção dos doadores são o orçamento e a caracterização da organização e do seu pessoal, para avaliar a capacidade da organização em implementar o projeto.
- O que os doadores procuram no orçamento?
Cada doador tem seus formulários, esquemas ou roteiros próprios para apresentação de orçamentos. Mas numa fase de apresentação de propostas ou discussão inicial, você talvez tenha que apresentar seu orçamento a seu modo. Mas, de maneira geral, as atenções para os orçamentos estão voltadas para os seguintes aspectos:
- A porção do orçamento solicitada ao doador;
- As fontes de onde virão os outros recursos (governamentais, associados, outras financiadoras etc.);
- Como a organização levará o projeto adiante se não obtiver tudo que pretende;
- A parcela representada pelo orçamento do projeto no contexto do orçamento global da organização;
- Comparações, não detalhadas, de três anos quando se trata de projetos em andamento (ano passado, este ano, ano que vem);
- Os salários dos funcionários principais e o tempo que eles dedicarão ao projeto;
- Os valores de contrapartida da organização ou comunidade e como evoluirão no tempo.
Mas existem reservas quanto a contrapartidas orçadas em espécie, tais como trabalho voluntário, tempo de reunião etc., que elevam de maneira irreal o custo total do projeto;
- Orçamentos bem estruturados, que indicam a natureza das despesas e sua evolução no período.
- Orçamentos muito detalhados são considerados inadequados, devendo ser usados apenas para gerenciamento interno da organização.
Detalhes e explicações devem ser dadas em notas de rodapé.
Qual é considerado o tamanho ideal de uma proposta?
Embora cada doador tenha seus formulários e roteiros próprios, há uma grande tendência de valorizar propostas iniciais que tenham, no máximo, entre 3 e 8 páginas, com no máximo um ou dois anexos que sirvam para aumentar a compreensão de algum aspecto da proposta ou da organização.
Informações detalhadas demais, que não foram solicitadas, ou pré propostas de 30 páginas, tendem a ser avaliadas por último. Os doadores alegam que, neste estágio inicial, uma organização deve colocar a essência do que está propondo. As informações adicionais são geralmente requeridas através dos formulários ou a partir do desenvolvimento do interesse pelo projeto.
A melhor forma de sua proposta chamar a atenção está no fato dela ser capaz de, assim como a carta inicial ou sumário executivo, apresentar claramente o problema e o modo como serão construídas as soluções, de modo direto, breve e sem jargões.
Qual a importância do layout na apresentação da proposta?
- Os critérios fundamentais que elegem uma proposta com uma boa apresentação não estão ligados à capacidade de chamar a atenção pela sua forma, ao contrário do que muitas vezes se pensa.
Pense nos profissionais que lerão sua proposta como pessoas que têm muitas outras propostas para analisar e que estão principalmente interessados nos conteúdos delas.
A proposta não deve ser uma peça publicitária.
O fundamental é que ela seja apresentada de modo a facilitar e agilizar o seu manuseio, a leitura e a compreensão do projeto. Para tanto, indica-se que uma proposta:
- Apresente o pensamento escrito de maneira lógica, levando o leitor progressivamente a compreender a natureza e as características da execução do projeto;
- Tenha tipos e tamanhos de letra que tornem a leitura fácil;
- Seja grampeada, pois torna-se mais fácil desmontá-la e arquivá-la. Capas duras, espiral e pastas de plásticos com folhas soltas não são indicadas;
Contenha poucos materiais anexos, apenas os que realmente acrescentarem informações relevantes para a compreensão de seu projeto e que não exijam tempo ou esforço demasiado para serem vistos.
Recortes de jornal, brochuras ou cartilhas, vídeos, gráficos e dados estatísticos têm valor limitado e muito provavelmente não são objeto de atenção, a não ser que sejam claramente muito importantes.

• Além da experiência do autor, o texto se baseia também em um conjunto de opiniões de representantes de fundações americanas, contidas no livro Guide to proposal writing, de Jane C. Geever & Patricia McNeill, The Foundation Center, NY, 1993.

fonte: www.cmqv.org

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Gestão Cultural / especialização

Esta é uma entrevista do excelente blog Acesso, que se auto-denomina-se "Blog da diversidade cultural":



Maria Helena Cunha: Gestão cultural mais profissionalizada e especializada
Por Blog Acesso

Em 1999, a gestora cultural Maria Helena Cunha percebeu que a área onde atuava já não era a mesma. Ela tinha evoluído e exigia mais preparo, planejamento e especialização de seus profissionais.
Foi por isso que, no mesmo ano, inaugurou em sociedade com o pesquisador Luiz Fernandes Assis a DUO Informação e Cultura. Localizada em Belo Horizonte, capital mineira, hoje a empresa é referência nas áreas de consultoria, planejamento e de gestão para instituições e iniciativas culturais, educacionais e sociais.
De lá para cá, a DUO investe cada vez mais em educação. Atualmente, oferece cursos presenciais e a distância, palestras e seminários voltados para a capacitação dos profissionais que atuam no campo da cultura. Outro passo foi a criação da DUO Editorial, editora especializada em publicação e vendas de referências bibliográficas da área.
Em uma conversa sobre sua história profissional e da empresa, Maria Helena, que é graduada em História pela UFMG, mestre em educação pela mesma universidade e especialista em Planejamento e Gestão Cultural pelo Instituto de Educação Continuada da PUC/MG, dá ao blog Acesso sua visão e uma breve análise do cenário da gestão cultural no Brasil de hoje.

Blog Acesso – Por que, em 1999, você sentiu a necessidade de criar uma empresa especializada em gestão cultural? Conte-nos, por favor, um pouco da história da DUO.

Maria Helena Cunha – Em 1999 a gente já vivia em um ambiente muito mais profissional. Eu tinha experiência com ONGs e na área pública e senti a necessidade de atuar em outros setores, de organizar melhor o meu trabalho. Eu já tinha feito uma especialização em Planejamento e Gestão Cultural e precisava direcionar o meu trabalho. Eu e meu sócio Luiz Fernandes de Assis fizemos então um plano de negócios para a empresa, para entender onde nos iríamos atuar no mercado. Desde o início tínhamos a preocupação com a profissionalização do setor, com a capacitação, com o planejamento e também já pensávamos na questão editorial. Em 2003, juntou-se a nós a gestora cultural Marcela Bertelli e continuamos nosso trabalho focado na formação, no planejamento e na gestão de projetos. Há dois anos abrimos a DUO editorial, para disponibilizar uma bibliografia específica e complementar parte da formação. Desde 2005, investimos em Educação a Distância (EAD). Em agosto, a DUO comemora 10 anos. De lá pra cá, houve um grande amadurecimento da empresa e do próprio setor.
BA – De lá para cá, o que você acha que mais mudou na forma de gerir cultura no Brasil?
MHC – Prestando atenção nesses 10 anos, o que mais mudou é a preocupação com a profissionalização da forma de atuar na área da cultural, preocupação de trabalhar com informações mais objetivas, mais concretas. E isso não acontece somente com quem é profissional da área. Você vê o governo federal e estadual, por exemplo, baseando-se em várias pesquisas para desenvolver projetos, com o objetivo de ter mais e melhores informações sobre o campo cultural. Eu acredito que há muita necessidade de se especializar e os mais novos já procuram uma formação deste tipo para entrar no campo de trabalho. Globalmente, percebemos também que o campo está mais complexo devido ao próprio amadurecimento do setor. A discussão da cultura está mais sofisticada, especialmente nessa área da gestão.
BA – Como é a preocupação dos gestores culturais no sentido de garantir cada vez mais acesso à cultura por todos, especialmente pelos mais jovens? Há bastante mobilização?
MHC – Eu tenho participado de vários seminários e cursos no Brasil, e esse tema é muito recorrente. Há vários pontos sobre o acesso para se discutir. Primeiro tem a questão da educação, da busca pelo conhecimento. Quando uma pessoa tem conhecimento, tem direito a ter escolha. Não é possível, hoje, discutir acesso à cultura sem antes falar do acesso à educação. Veja, por exemplo, os museus brasileiros. Atualmente, a maioria coloca como prioridade o processo educativo dentro deles. Isto significa trabalhar com professores e fazer com que essas crianças e jovens passem a frequentar museus com uma outra perspectiva, mais atual, contemporânea, e que saibam o significado da visita a um museu. Nos cursos da DUO vemos muito esta discussão. Preocupados em gerir uma política pública ou não, você discute o acesso, e, ao mesmo tempo, falamos também da outra ponta da linha, que é a da construção de público.
BA – Qual a principal diferença que você vê, nos dias de hoje e no Brasil, entre a gestão cultural praticada pela esfera pública (municipal, estadual e federal), a privada e a do terceiro setor?
MHC – Na área pública especialmente há ainda alguns municípios muito fora desse processo todo. Por outro lado, já estados avançados, como os de Minas Gerais e Bahia, por exemplo, que avançaram na comunicação com o público de suas cidades, conscientes da diferença que existe entre os outros municípios e a capital. Nos últimos oito anos, a esfera pública federal começou a discutir mais políticas públicas na área cultural. Eles deixaram de falar somente de leis de incentivo para falar, por exemplo, dos pontos de cultura, que atuam tanto no âmbito federal, estadual, municipal e até no terceiro setor. A partir do momento em que o setor público investe na área, o setor privado também acredita naquele setor. Dentro dessa perspectiva, a visão da área privada amadureceu a forma de investir em cultura. Ainda estamos longe do ideal, mas vemos uma profissionalização na forma de atuação do setor privado, seja por meio da criação de áreas específicas para investir em cultura, seja na preocupação em criar uma política de investimento cultural. São ainda poucas as empresas que tem investido nessa área, mas houve um grande avanço. A mesma coisa vale para o terceiro setor, que passa a acompanhar esse processo. Estão todos caminhando juntos, até porque são três áreas que atuam com proximidade.
BA – Quais ainda são as maiores dificuldades que os gestores culturais enfrentam para aprimorar o seu trabalho?
MHC – São várias coisas. A primeira questão é básica, é a de recursos. Ainda é difícil conseguir atuar continuamente, realizar um trabalho que não dependa exclusivamente de recursos pontuais e anuais. Outro problema é a falta de instrumentos e ferramentas específicas na área da cultura, como ter informações mais concretas por meio de pesquisas. O IBGE, por exemplo, tem realizado algumas e disponibilizado. É impressionante o gás que isso dá. E há também a falta de bibliografia específica. Na produção cultural até há, mas na área de gestão, do direito cultural, ainda falta opções de leitura acadêmica.
BA – A DUO investe em capacitação e aplica cursos a distância. Por que investir nesta modalidade?
MHC – Não é uma questão de substituição. São duas modalidades importantes, uma não substitui a outra, mas são metodologias diferentes. Em 2005, quando pensamos na possibilidade de um curso a distância, pensamos na dimensão do Brasil e queríamos atingir um número maior de pessoas. Nos primeiros cursos que fizemos com esta modalidade, as primeiras pessoas a se inscrever eram do Nordeste. Quando se coloca também a questão do tempo que as pessoas têm para o aprimoramento, esse curso traz a possibilidade do estudo coletivo, em rede e de fazer uma troca nacional. Os alunos interagem, criam um bloco de discussão além do curso, para dar continuidade ao debate. Desde o início nos preocupamos em fazer uma plataforma simples e interativa. O curso a distância também está relacionado a questão do acesso. Ele faz parte do processo de democratização e é algo muito importante quando pensamos no alcance desses cursos, que permitem experiências maravilhosas, inclusive a de inclusão digital.


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comentarios
Marco Brazil disse:
24 de agosto de 2009 às 11:34
Então, o que há de novo na captação de recursos, nada. A verba publica que pode ser utilizada pela lei Rouannet continua desde ontem, hoje e me parece que sempre nas mãos de meia dúzia. Na esfera Federal, Estadual e Municipal como há muita gente empregada e é preciso mostrar serviço inventam reuniões a toda hora. Cultura pra cá, cultura pra lá e nada.Isso ao observar o encaminhamento das coisas a mais de vinte anos. Ao se pensar em produzir cultura é necessário saber se haverá recursos e onde encontrá-los. Os editais para produção e execução de espetáculos estão viciados. Se discordarem sugiro averiguar as pautas dos principais teatros do pais e certificar quem esta utilizando o rico dinheirinho do povo brasileiro, se não são os mesmo aqui e acolá. Anuncie que será suspensa “ temporariamente” a lei Rouannet para estudo e acertos, para ver se essa meia dúzia não pega um aviãozinho e de óculos escuros sobem a rampa do planalto com ares de artistas. Mexe no dinheiro deles, faz pra ver! O resto é conversa fiada.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Descontruir - de Mario de Andrade a Joao Sayad

Para dar uma embasada em qualquer projeto decente de musica brasileira. Vamos lá!

27 de Julho de 2008
by Carlos Henrique Machado Freitas
Descontruir é o caminho
Quando Mário de Andrade em seu livro, “Ensaio sobre a música brasileira”, faz uma observação sobre o seu desinteresse pelo sucesso pessoal de Villa Lobos e Pixinguinha, entre outras coisas, ele chama atenção para, diante das questões nacionais, os símbolos têm pouca eficácia na mudança real de um quadro implantado como política cultural. A correta percepção de Mário é construida no sentido de que a ordem vigente de aspectos doutrinários tinha sim suas válvulas de escape, assim como uma panela de pressão. Mesmo com a contundência de Villa Lobos que dizia, “Eu sou o folclore!”, numa clara observação de que a música do povo não está lá no povo, numa condição longínqua como é tratada com o imaginário primitivo de organização social, ao contrário, Villa Lobos, com essa frase, tenta de todas as formas, desconstruir essa idéia do artista descolado emocionalmente do seu mundo. Portanto, é bom que lembremos que não precisamos, necessariamente, estar naquele ambiente folclórico, pois ele está naturalmente em nós e não há detergente capaz de tirar essa coloração vibrante da nossa forma de agir e pensar cultura. Não há dúvidas, o Brasil se desenvolveu e se mantém debaixo da mão pesada e bem articulada de um fundamentalismo social que estrangula as vias de acesso das camadas historicamente mais pobres. Truncar o pensamento nacional é a forma mais eficaz de desarticular as unidades de consenso natural da sociedade . A sociedade constrói seus códigos, e o poder do Estado, impregnado de uma lógica de domínio, fabrica conceitos sob o manto da legalidade e, consequentemente, de uma representativdade forjada pela força do capital. Pouco ou nada vale, dentro da nossa estrutura societária, símbolos como Machado de Assis, mesmo que a sua história seja carregada de códigos, sua obra será sempre admirada, mas o personagem, será sempre alvo de filtros. Sua condição social de origem é aspecto da delicada obra de exclusão de seu universo para que o conjunto de todos os seus aspectos não interfira na ordem vigente. Portanto, o tombamento de algumas comunidades quilombolas e suas expressões artísticas terá uso compartimentado para que o mesmo não altere socialmente a doutrina mátria. É politicamente correto, nos dias de hoje em que vivemos uma escassez de originalidade nas expressões culturais por obra de uma alinhamento promovido pela globalização, que preservemos as memórias num almoxarifado institucional, mas jamais damos qualquer assento com plena liberdade de ação a essas comunidades e suas culturas. Estas, por sua vez, estarão sempre vigiados de perto por nós que somos tão bem intencionados a ponto de nos dispormos a fazer a ponte entre a civilização constituida e a civilização excluida, sem essa vigilância, nada feito. Autonomia é uma palavra proibida dentro de todas essas questões. A nossa sociedade constituida, credenciada, sabe muito bem construir suas vias de acesso para fugir de qualquer embate. Estamos hoje assistindo a uma batalha, ponto a ponto, quando, por exemplo, um milionário é preso por suspeita de conduta criminosa e, imediatamente é solto e, nas redações da grande mídia, são exacerbados alguns erros técnicos que a polícia venha a ter cometido, na verdade, estamos assistindo a inversão de valores onde o crime é vitimizado e o punidor é o punido. As nossas lógicas instituicionas foram construidas nessa base, nesse jogo de cartas marcadas, mas o artista tem por obrigação o papel de trazer à luz uma nova discussão, uma nova perspectiva. Acho estranho, profundamente delirante, inútil, o discurso de individualização desse homem que, por um julgamento pretensioso ou covarde diante do seu próprio meio, se classifica como autônomo, como pêndulo universal, como homem, como artista de utilidade universal. Seus sensores estão ligados a um cosmos, como se os outros homens do mesmo planeta não tivessem as mesmas propriedades. Esse discurso tão primitivista, carregado de uma delicada arrogância, tem como principal característica a neutralidade diante das questões urgentes da arte como forma de expressão humana e de mudanças concretas. Há sim uma viagem a ser feita, custeada pelos frutos da nossa identidade. Arte nenhuma se constrói com o discurso de um “não sei lá de onde”, sou tudo, sou todos, é o discurso que dilui qualquer tipo de comprometimento diante do quadro que lhe é apresentado cotidanamente. Fugir por essa tangente facilitada pela ausência de um combate efetivo às questões de sobrevivência do homem que nos é mais próximo, é um ato de covardia duplamente mitificador diante das agudas e urgentes necessidades de mudança. Porque, além de não somar vozes para as necessárias mudanças, dá ao gênio auto-proclamado, assento confortável nos meios que dominam esse perverso pensamento. Tanto a lei Rouanet quanto as políticas de repasse direto de recursos do MinC às ações culturais, são sabotadas na fonte. Por que na fonte? Porque a doutrina já está lá e, na primeira gota de qualquer nascente brasileira haverá a mão sabotadora dessa doutrina social e, é bom que se diga, usa o artifício de “cultural” para manter as coisas como estão. E como sabemos que uma simples gota de veneno dentro de um balde de água limpa é suficiente para não termos mais a água pura, ficamos impossibilitados de abastecer o nosso corpo social dessa água que jorra nos quatro cantos do país. Sou, particularmente, um apreciador da palavra “desconstruir”, até porque, construção de modelos socioculturais é obra concreta de uma bem pensada ordem constituída para engessar as insurreições. Nada adianta criarmos leis, uma após a outra. Ficar no nosso canto nos defendendo de cada ataque comandado por poucos botões de artilharia pesada, é um jogo desigual e inútil. O adversário está lá em seu calabouço há, exatos 508 anos, estrategicamente colocado no coração central das nossas instituições, assim como um forte, de onde se tem toda a visibilidade do povo. Então, qual é o caminho? É enfraquecer as suas bases, é literamente desconstruir esse organismo e reeditá-lo numa atitude revolucionária, do contrário, ficaremos nessa de tirar água do poço e tentando enxugar gelo. Este inimigo, que se faz invisível, existe e tem seus pontos fracos, por isso, foge do contato direto, do embate, ele está, assim como a maioria dos crimes lesa pátria deste pais, amparado pela legalidade de cúpula. Não adianta colocarmos tigers nos quilombos, transformando-os em grifes, pois dali será extraido pela sociedade de domínio apenas o que a ela interessa e fará uso mais uma vez dessa parcela excluida em benefício próprio. Portanto, qualquer artista com a crença na sua capacidade de universalização, será sempre um falastrão inútil diante das questões prioritárias da arte, que tem como necessidade original, ser a voz do seu mundo, de ser uma transformadora de lógicas constituidas. Os discursos além dessas fronteiras são feitos de costas, como num ato de deserção de uma luta urgentemente necessária, e são, na realidade, tão vagos e pretensiosos quanto o vampirismo brasileiro do além do aquém, e constroem, com a mesma ausência de consistência, frases como a famosa, “toca aqui e se ouve lá”, de João Sayad.

domingo, 8 de março de 2009

Elaboração de projetos culturais (curso)

Não lembro quando pesquisei (acho que via mestre google) a materia mas é boa para novatos como eu no escrivinhamento de projetos culturais. Trata-se de uma oficina para elaboraçao dos bichinhos, com comentarios importantes. Vou postar em partes pois tem 50 paginas e é uma empreitada do Estado Espirito Santo com apoio do Sebrae.
OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS
CITE CONSULTORIA E TREINAMENTO
Rosa Maria Villas-Boas Fernandez - Vitória, 2008
SUMÁRIO
- APRESENTAÇÃO

- O QUE É UM PROJETO CULTURAL?
- A CONSTRUÇÃO LÓGICA DO PROJETO
Análise dos problemas
Análise dos objetivos
Análise das diferentes alternativas
- ETAPAS PARA A CONCEPÇÃO DE UM PROJETO

Fase do diagnóstico (Levantamento, Pesquisas, Observações e Sondagens)
- A idéia
- Pré-projeto

- Indicadores para o Projeto
Fase do prognóstico (Programação das etapas e atividades do projeto)
Plano de Trabalho
Marco lógico
- Etapas para a elaboração de projetos
Fase do acompanhamento (Monitoramento e avaliação)
Monitoramento

Avaliação
- COMO REDIGIR UM PROJETO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS
- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APRESENTAÇÃO
Saber elaborar com competência um projeto cultural é importante para organizar suas idéias de maneira que você saiba claramente todos os recursos que vai precisar para realizá-lo, é preponderante que outras pessoas consigam ler o documento e entendê-lo claramente para que seja possível a captação de parcerias e financiamentos. Então o projeto tem duas principais finalidades: uma é para você mesmo organizar o que quer realizar e avaliar sua viabilidade e a outra é para que outras pessoas entendam claramente o que você pretende e acreditem na importância e coerência da sua proposta. Durante o curso os participantes desenvolverão a competência para compreender o que é um projeto em geral e em particular o que é um projeto cultural. Para que o conhecimento seja assimilado e concretizado em um projeto, são necessárias algumas habilidades anteriores que não serão tratadas no curso, como domínio da língua portuguesa, técnicas de redação e raciocínio lógico. Existe um pressuposto que é muito difícil redigir um projeto com clareza, esse pressuposto deixa de ser real quando entendemos algumas questões preliminares necessárias para elaboração de um projeto: primeiro, conhecer muito bem sobre o que estamos propondo, segundo saber definir com clareza as competências necessárias para viabilização do projeto e a terceira a perseverança, como tudo exige treino, é necessário disponibilizar tempo para pesquisar e escrever o projeto, não vai ficar bom da primeira vez, mas com dedicação conseguiremos melhorar e cada dia fica mais fácil. Existem vários tipos de projeto, como por exemplo: projeto de pesquisa acadêmica, projeto de produto, projeto de compra de equipamentos, projeto de informática, projeto de marketing, etc. E cada um desses projetos é acompanhado por uma meta a ser atingida. Nesta oficina trataremos especificamente dos processos inerentes para a elaboração de projetos culturais.
seleção de materia e pesquisa - Anildo Guedes

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cultura e gestão cultural

Este texto do Celio Turino era leitura obrigatoria num curso de Gestão Cultural que não consegui terminar via WEB de Santa Catarina. Tinha a coloboração do Instituto Pensarte. Longo mais vale a pena para embasar projetos culturais .

Cultura
Uma Gestão CULTURAL transformadora

Célio Turino
A cultura é um instrumento de relações sociais e a forma pela qual os homens atuam em sociedadeA Cultura está presente em todas as ações da sociedade. A resignação ou inconformismo com que o cidadão encara sua realidade é, sobretudo, uma conduta cultural. O próprio fato de o indivíduo se perceber enquanto cidadão é fruto de condicionantes culturais e históricas. Uma ação de governo que se pretenda progressista, ou transformadora, tem a Cultura como prioridade.
A Cultura não pode ser confundida com eventos isolados, que se bastem em si mesmos. Muito menos pode ser reduzida a mero entretenimento ou restrita às Belas Artes ou à “alta cultura”, erudita e hermética. Cultura é um pouco disso tudo, mas também as referências históricas, costumes, condutas, desejos e reflexões. Evidentemente, o evento artístico, como concretização de um processo, tem um papel importante e muitas vezes é nesses acontecimentos que as pessoas tomam contato, pela primeira vez, com determinadas obras de arte; e são tocadas por elas. Também o entretenimento traz um componente lúdico fundamental para o Fazer Artístico e seria de um profundo elitismo masoquista negar este aspecto agradável da Arte. Mas, antes de tudo, Cultura é “o cultivo da mente”. Ou, nas palavras de Bertolt Brecht, “(...) é pensar, é descobrir“.
Democratizar a Cultura é democratizar o acesso aos bens da cultura universal, permitindo às pessoas se elevarem à autoconsciência de participar no gênero humano. Ampliar o raio de ação das obras culturais e não adaptá-las, moldá-las, enfraquecê-las, permite ao indivíduo se apropriar de instrumentos capazes de romper a falsa consciência alienada e particularista que o impede de desenvolver uma postura crítica diante do mundo em que vive. “Deve-se elevar a cultura do povo!”, defendia Maiakóvski.
A distinção entre Cultura Erudita e de Massas e destas em relação à Cultura Popular é uma maneira de hierarquizar culturas e assegurar a sobrevivência de um regime social. Esta distinção apresenta a elite como detentora de um saber e bom gosto que a legitima ao pleno exercício do poder. À massa – como se existisse esta categoria amorfa e compacta – é oferecida uma cultura pasteurizada, feita para atender a necessidades e gostos medianos de um público que não deve questionar o que consome. Manter esta distinção significa manter um status de dominação. Romper com esta realidade, difundindo uma cultura que seja instrumento de crítica e conhecimento, é o caminho para a ampliação da cidadania. Vista deste modo, a cultura deixa de ser um bem secundário em um país de tantas carências e passa a ser um bem social, assim como as áreas de saúde e educação. Por estes motivos uma gestão pública de Cultura deve ser entendida como prioritária e social, como alavanca de transformações. Patrimônio CulturalRecuperar e conhecer o Patrimônio Cultural é a base da nacionalidade. Um povo sem um acervo de conhecimentos, arte e memória, não tem referências que lhe permitam projetar-se ao futuro; estará condenado a mero receptor, nunca um criador. O empobrecimento cultural, a degradação ambiental e a perda de perspectivas criativas prosperam no terreno fértil do desrespeito e do desconhecimento do Patrimônio Cultural.
Preservar o Patrimônio não é contraditório com o desenvolvimento econômico e social; pelo contrário, impulsiona-o. O Patrimônio Cultural também não pode ser reduzido a um mero conjunto de edifícios ou obras de arte; ele é vasto e envolve todos os campos da ação humana, tangíveis ou intangíveis. O meio ambiente e nossas reservas naturais, degradadas ou não, fazem parte desse patrimônio, assim como o conhecimento científico e tecnológico, documentos escritos, imagens, objetos, danças, estórias infantis, músicas, lendas compõem nossa herança. Esta é a base de nossa identidade (ou identidades), sendo o alicerce do desenvolvimento econômico, tecnológico, social e artístico. Reforçar a identidade cultural também significa revelar contradições e romper com uma identidade aparentemente homogênea, construída apenas baseando-se em determinados marcos representativos da cultura dominante.
Com base nestes conceitos, a prioridade a Museus, Arquivos e Bibliotecas é decorrência. Do mesmo modo o registro literário, sonoro e visual da produção artística de nossa época é uma meta da qual não se deve descuidar. Tombamentos, áreas envoltórias e revitalização ambiental compõem um capítulo à parte e são fundamentais para o progresso social de todo e qualquer povo. Situam-se em uma fronteira onde os interesses econômicos entram em choque direto com os interesses da cultura. Este choque, entretanto, acontece mais em função da ignorância dos agentes econômicos e de um certo dogmatismo e despreparo por parte dos encarregados de sua preservação.
Existem soluções que valorizam estética e economicamente os bens tombados; é preciso, no entanto, um esforço de análise e capacidade de diálogo para encontrar tais alternativas. A Troca do Potencial Construtivo é uma delas; mas há outras que podem ser elucidadas em um debate à parte.Formação CulturalUma política democrática de formação cultural não é uma simples relativização cultural, um “deixar fazer” sem critérios. Democratizar significa oferecer alternativas, desenvolver um trabalho de contracultura em relação às imposições do moldável mercado. E se contrapor à indústria cultural, de consumo fácil e gosto duvidoso.
A Formação cultural deve ser analisada amplamente e engloba desde o aperfeiçoamento permanente dos agentes culturais diretos (atores, músicos, produtores culturais, artistas plásticos, cineclubistas, etc) até um projeto de iniciação artística de amplo alcance. Um programa de formação cultural que atinja, simultaneamente, milhares de pessoas, deve estar solidamente implantado na complementação educacional de crianças e adolescentes e oferecer cursos descentralizados dirigidos a donas de casa, jovens, idosos e trabalhadores. Além de cursos, a Formação deve prever o amplo acesso a livros, obras de arte e espetáculos dos mais variados estilos. Isto é formação de gosto e só se gosta daquilo que se conhece.
Casas de Cultura administradas em co-gestão (poder público/comunidade) e com um funcionamento articulado com Instituições mais bem equipadas, como Museus e Teatros, representam uma alternativa. Outras experiências, a exemplo do Projeto Recreio, em São Paulo, que oferece atividades culturais e recreativas para milhares de crianças durante as férias, também apontam no caminho de uma formação cultural sólida, permanente e de amplo alcance.
A Formação Cultural amplia horizontes e distribui renda para uma população carente de possibilidades. Permite que talentos se destaquem e seja formado um público mais crítico para, no futuro, consumir – e também produzir – uma cultura mais elaborada. A articulação de um efetivo Sistema de formação cultural também amplia o mercado de trabalho para artistas.
Informação e Difusão CulturalVivemos cada vez mais em uma sociedade onde informação é poder. Romper com a alienação e o embrutecimento imposto a amplas parcelas da população é, efetivamente, desenvolver uma política democrática, de conquista da cidadania. Isso significa prever uma ampla e pluralista oferta de produtos culturais. Manter a população no campo de uma cultura “rasa” é o melhor caminho para subjugá-la. Para romper com este quadro é necessário “depurar” o “senso comum” elevando a interpretação da Cultura a uma concepção de mundo mais organizada e sistemática, colocada à altura da modernidade. Gramsci via a Cultura como instrumento de uma práxis crítica que, sem descartar os elementos de uma cultura mais elaborada (chamada por muitos de erudita), desenvolve um processo de elevação da consciência.
Essa concepção não é estática e percebe uma inter-relação dinâmica entre os diversos níveis da Cultura. Assim como não se deve condenar o uso do “agradável” e do entretenimento como instrumento de fruição do “estético”, também a difusão cultural de massas tem um papel neste processo de evolução da consciência crítica; a música popular, em vários momentos, é um exemplo disso. A televisão é outra alternativa de como podemos introduzir “elementos culturais críticos” e novas referências a uma população que, pela primeira vez, pode ter contato com produtos culturais e conceitos, antes inacessíveis. Evidentemente esta é uma possibilidade; no momento, infelizmente, não é a tônica da programação televisiva.
Uma gestão pública de Cultura deve balizar-se por conceitos ao gerenciar a programação cultural da cidade e os conceitos brevemente explicitados neste ensaio são fundamentais para uma gestão que se pretenda transformadora. A programação cultural deve ser sempre pluralista, sem interferências de gosto, conteúdo ou estética. Este pluralismo, no entanto, não pode deixar de perceber que o produto cultural encontra níveis variados de circulação e exposição.
Parte da produção artística terá sempre espaço no mercado – muitas com pouca inovação, é fato. Porém, é preciso quebrar preconceitos e reconhecer que o mercado também abre espaço para produtos de excelente qualidade, estética e de conteúdo. Como estas já estão inseridas no mercado, devem ficar a cargo da iniciativa privada. Mas existem produtos culturais em que a iniciativa privada se revela incapaz de promover, cabendo ao poder público suprir esta insuficiência de modo a assegurar uma múltipla oferta de bens culturais. A realidade mostra, para desmoralização das teses neoliberais, que esta insuficiência, no Brasil, é regra.
Ao Poder Público cabe dar suporte, prioritariamente a:a) Festivais, eventos e projetos voltados a produções experimentais ou de vanguarda; b) realizações culturais comunitárias ou populares; ec) produções Artísticas que representam um efetivo patrimônio cultural (consagrados solistas ou orquestras, grupos nacionais ou estrangeiros com significativa contribuição para as artes, grandes exposições etc). Mesmo quando encontram patrocínio privado tais eventos dependem do apoio público em função de sua complexidade e custo.Esses critérios difundem a cultura e a arte em sua melhor expressão e preservam o que há de mais específico nos valores culturais: o respeito à criação simbólica. Longe de representar uma imposição do Estado, uma gestão de cultura fundada nestes conceitos liberta o indivíduo e amplia seu repertório cultural; não faz imposições ou estabelece regras; valoriza a arte e não a submete a fórmulas fáceis ou esquemáticas; dignifica a criação e a humanidade.Criação e Produção CulturalA Cultura é um instrumento de relações sociais e é a única forma pela qual os homens podem atuar em sociedade. As pessoas se percebem pela cultura e por ela estabelecem relações entre si, definem valores e significados. Assim, ela se manifesta na criação artística, nunca é supérflua e o trabalho a ela destinado nunca é inútil, representando o espelho da alma humana. Quanto maior for o domínio de análise simbólica que as pessoas têm sobre a produção social, maior será a sua capacidade de articulação na sociedade.
Criação é, portanto, o objetivo que completa uma Política Cultural e ela se expressa de duas formas:a) Através da reflexão e da análise, desdobrando-se em comportamentos e condutas; eb) pelo Fazer Artístico.Ao Estado compete assegurar total liberdade de manifestação e expressão, sem censura ou critérios de valor. A criação, mesmo acontecendo em qualquer lugar e em todas as atitudes da sociedade, necessita de espaços próprios para se realizar plenamente. Uma Gestão Pública de Cultura deve articular a abertura e manutenção desses espaços.Como primeira medida deve-se incentivar Espaços e Salas geridas pela iniciativa privada como Teatros e Espaços Alternativos, Casas de Espetáculos, Auditórios, Cinemas, Galerias de Arte, específicas ou de empresas (Bancos, Shoppings, Restaurantes), Bares com música ao vivo, Livrarias etc. Este apoio pode vir na forma de incentivos fiscais ou, principalmente, de uma articulação de esforços e uma legislação específica.Outra alternativa é a utilização de espaços públicos e comunitários, tradicionalmente não utilizados para a Arte, como Escolas, Sindicatos, Igrejas, Ruas e Praças. Ao Poder Público local cabe uma enorme responsabilidade quanto à abertura e manutenção de espaços culturais. Teatros, Museus, Centros Culturais e Bibliotecas enquadram-se nesta categoria e, definitivamente, sem verbas não é possível fazê-los funcionar. Quanto a outros níveis de governo, mais que gerir equipamentos, cabe articulá-los em um sistema único de produção e difusão cultural.Apoio à produção cultural, porém, é muito mais que o incentivo, gerenciamento de agenda e manutenção de espaços. Cabe oferecer áreas coletivas para ensaio, oficina e guarda de cenários e figurinos, laboratórios, ateliês de arte (forno de cerâmica, prensa, laboratório fotográfico etc), equipamentos de uso comum além de intercâmbios que permitam aos artistas locais uma troca de experiência (um efetivo programa de apoio a viagens) e um maior contato com personalidades e referências da cultura nacional e internacional, inclusive desenvolvendo trabalhos em conjunto. A sociedade também deve se comprometer com a manutenção de Corpos Artísticos Estáveis, pois sem eles dificilmente se consolida uma tradição artística. O Financiamento da CulturaSe a Cultura e a Arte realmente são consideradas importantes cabe à sociedade lhes destinar recursos. O Fazer Artístico não depende apenas de criatividade, talento e bons conceitos, precisa de verbas. Vários grupos e artistas só têm acesso a recursos via esfera pública. E tem sido assim ao longo de toda a história e, portanto, é preciso disciplinar criteriosamente a aplicação destes recursos. Um hábito que tanto infelicitou, e infelicita, nossa política cultural é a prática do “balcão”, do clientelismo/paternalismo, dos critérios obscuros e motivações idem. Outro equívoco é atribuir essa tarefa às Leis de Renúncia Fiscal, como se fosse a única alternativa possível. Ao invés de acrescentar recursos privados à cultura, essas leis apenas transferem a gestão de recursos públicos à esfera privada, delegando a suas diretorias de marketing a função de definir quem deve receber esses recursos. Mais uma vez concentra-se fundos, tanto do ponto de vista regional como social, excluindo, principalmente, os setores que mais necessitariam desse apoio (projetos comunitários, de vanguarda ou experimentais ou então de regiões mais distantes do eixo decisório do capitalismo brasileiro). É preciso repensar leis – como a Rouanet e outras – que, no embalo de um neoliberalismo mal-resolvido, atendem muito mais às iniciativas do mercado cultural do que às suas boas intenções.
Há outras formas de captação de recursos além das verbas públicas. E o marketing cultural é uma ferramenta importante, não negamos, mas ele deve vingar muito mais por seus atributos próprios, agregando valor social à marca do patrocinador, do que propriamente à renúncia fiscal. Também existem experiências que caminharam em outro sentido. Entre 1990-93 Campinas, com uma Lei de Incentivo à Cultura, criou um Fundo Público. O recurso de que o município abriria mão para a renúncia fiscal (0,5% das receitas correntes) ia todo para o Fundo e sua gestão era compartilhada. Para evitar dirigismos e as tão nocivas imposições de gostos ou rumos, o governo transferiu ao Conselho de Cultura a função de definir critérios para a distribuição de recursos. Havia acesso a esses recursos exclusivamente por edital público e a escolha dos contemplados era feita por comissões julgadoras especializadas, compostas por profissionais de fora da cidade. Outro exemplo bastante promissor é o originado com o movimento “Arte contra a Barbárie”, em São Paulo.
Em todo caso, esse é um debate que exige muito mais que estes parágrafos; mas, em algum momento será preciso enfrentá-lo.
Neste processo, a Opinião Pública tem um grande papel. De um lado cobrando verbas públicas para a Cultura, ou seja, o recurso público que tradicionalmente é destinado à renúncia fiscal iria diretamente ao Fundo Público, além da própria ampliação do orçamento da cultura. De outro, cobrando presença mais consistente da iniciativa privada, em especial de grandes empresas, centros comerciais e multinacionais. Vários são os casos de multinacionais que destinam milhões de dólares à cultura em seus países de origem e fazem isso contando apenas com os atributos próprios do marketing cultural, sem precisarem de renúncia fiscal ou de incentivos do governo. No Brasil, apesar de tanto lucrarem somente se dispõem em investir se o governo abrir mão de impostos que elas obrigatoriamente teriam de pagar. Uma postura menos servil e mais crítica quanto a este tipo de atitude seria de grande contribuição para a cultura nacional. Estamos no momento de tomá-la.Gestão da CulturaEstes conceitos que envolvem a Cidadania Cultural estão alicerçados no patrimônio cultural, na formação, informação e na criação; não se realizam instantaneamente, têm um caminho longo a percorrer. Sofrem recuos, dependem de reavaliações e, normalmente, são incompreendidos no momento de sua aplicação. Em um processo de mudança social as mentalidades mudam por último, mas sem um início de mudança nas mentalidades não há transformação possível.
Gestão é – antes de tudo –, definição de política. E definição de política implica em posicionamento ideológico, não podendo ser confundida com um processo neutro de gestão. As decisões nunca são neutras, assim como a burocracia. Cabe lembrar que uma gestão profissional, e competente, não é sinônimo de tecnocracia, mas sim de uma conduta pública coerente, em que conceitos e políticas são apresentados à sociedade de forma clara, permitindo o debate e transformando esse debate em realizações e conquistas da cidadania. Por isso, os Conselhos são tão estratégicos, cabendo a eles a mediação entre Poder Público e Sociedade. Uma postura democrática de governo deixa abertas possibilidades para experiências alternativas e do mesmo modo não deve pretender, a cada nova gestão, “inventar a pólvora”, cabe aproveitar aquilo que é positivo e ir adiante rumo a uma efetiva e consistente transformação. Mais que executar, cabe liberar potencialidades da sociedade, abrindo espaço para outras Instituições e agentes que não estejam na esfera pública. O Estado tem de estar a serviço da sociedade e nunca o contrário; assumir uma postura mais humilde e menos impositiva quanto à proposição e execução de programas faz a administração pública crescer e a coloca no importante papel de articuladora de recursos materiais e humanos. Romper com a idéia do Estado onipresente e autoritário é perceber na sociedade – e em todos os cidadãos – a principal fonte de produção da cultura.
Cultura como filosofia de GovernoA cultura permeia todas as ações da sociedade e, por conseqüência, todos os programas de governo. Cultura é comportamento, se manifesta nas mínimas relações do cotidiano, é postura frente ao mundo. A auto-organização do povo para compras comunitárias, ou organização de cooperativas, é cultura; sua conformidade em enfrentar filas, maus cheiros, desrespeitos, humilhações é cultura; sua resistência, seu modo de encarar as adversidades é cultura; sua luta, individual ou coletiva, é cultura. Pela cultura superamos nossas realizações e reformas.
A proposta de desafio à classe trabalhadora e à sociedade civil deste país deve vir através da reflexão crítica de suas próprias demandas; redefinindo símbolos, idéias, valores e comportamentos; definindo um projeto de nação. Pela cultura a sociedade se afirma – de forma consciente ou não – como passiva, reivindicativa ou participativa. Com a cultura uma nação se supera no refazer da solidariedade, no direito à apropriação de sua memória e como conhecimento da importância do seu papel transformador.
Assim sendo, cabe desenvolver programas de conhecimento e descoberta da cidade, das regiões e do país (turismo social); realizar eventos de lazer, cultura e esportes que promovam a paz e o congraçamento entre cidadãos. Vale lembrar que a violência urbana tem inúmeras matrizes; uma delas é a ausência de lazer, de perspectivas para “passar o tempo”, cultivar a mente. Nos bairros pobres das grandes cidades nem áreas verdes há; quando muito um “raspadão” – campo precário, sem grama –, para jogar futebol nos finais de semana. E mesmo assim um espaço de lazer apenas para homens, do mesmo modo que os bares e mesas de bilhar. Às crianças, mulheres e aos idosos sobra televisão e as ruas, quando muito; aos jovens nem isso. A eles sobra a falta de perspectivas.
Cultura como filosofia de governo gera renda, é social, amplia os horizontes. Por isso mesmo, devemos estar abertos a importar e exportar culturas. Este é o motor da mudança: pelo intercâmbio e a troca nos desenvolvemos. A cultura integra ações, dá sentido às realizações e reformas dos governos. Ela é o fio condutor que une o direito à saúde, ao transporte, à moradia, à escola, ao trabalho, à cidadania. Com a cultura, e só com ela, conduziremos nossa sociedade à igualitária democracia, recolocando os cidadãos no caminho da emancipação humana.
Em resumo: um programa de Governo pautado no princípio da cidadania cultural administra a cultura de forma integrada, sistêmica. Reconhece no patrimônio histórico e cultural a base para toda a sua ação, preservando todos os bens que se constituem em referências fundamentais para a afirmação e construção de nossas identidades. Forma consciências; oferece alternativas e amplia o repertório cultural do povo. Informa, democratiza o conhecimento, respeita as diferenças. Convida as pessoas a refletirem sobre sua realidade. Cria. Transforma.
Célio Turino é historiador, ex-secretário de Cultura e Turismo em Campinas/SP (1990/92), e diretor de Promoções Esportivas e Lazer na Prefeitura de São Paulo.
Postagem, seleçao de texto e assunto: Anildo Guedes

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Inovaçao - projetos culturais


Para quem esta trabalhando com projetos de maior porte ou fora do Pais pode ser uma fonte de informação interessante.

fonte:revista Gadinnovation

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Projetos culturais - elaboração




Mais algumas paginas paa embasamento na elaboraçao de projetos culturais - vale a leitura como reforço. Clique na imagem.
fonte: livro - emprestimo Anildo Guedes - Biblioteca Publica do Pr - "Projetos Culturais" - Elaboraçao - Administraçao - Aspectos Legais - Busca de Patrocinio" - Maria Eugenia Malagodi - Fabio de Sá Cesnik - São Paulo - Escrituras, 1999


Projetos Culturais - dicas planejamento




Segue algumas paginas escaneadas do livro "Projetos Culturais" da Maria Eugenia Malagodi e Fábio de Sá Cesnik - Escrituras Editora 1999.
clique na pagina para ler de forma adequada.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Estrutura de curso Gestão Cultural

Esta é da Candido Mendes de Niteroi/RJ:
Vou postar de outros para comparação - este custa R$ 11.000,00 (parcelas 500,00 e poucos reais).
Grade Curricular
Módulo I - (96 h)
Sistema Organizacional na Administração Pública e Privada
Coordenação :Yole Mendonça
Bases Administrativas na Gestão Cultural (18h) Profs.: Yole Mendonça, Marcelo Mendonça e Heloisa Lustosa.
Gestão de Espaços Culturais (12h) Profa. Kátia de Marco
Gestão de Pessoas (12 h) Profª. Martha Mangueira
Tópicos em Gerência Financeira (12 h) Profª Francis Mizputem
Direito Autoral e Aspectos jurídicos das Organizações (15 h) Prof. Sydney Sanches
Gestão de Patrimônio Histórico (12 h) Prof. Paulo Sergio Duarte
Gestão de Acervos Museológicos (12 h) Prof. Cícero Antônio F. de Almeida

Módulo II - (75 h)
Marketing Institucional e Gestão de Projetos
Coordenação: Eva Doris Rosental
Fundamentos e Planejamento Estratégico em Marketing Cultural (18h) Prof. Rafael Nacif Gestão e Curadoria de Projetos (15 h) Profª Clarice Magalhães
Análise de Experiências Corporativas em Marketing Cultural (15 h)
Profª Eva Doris Rosental
Ferramentas de Comunicação Social (15 h) Profª Meise Halabi Responsabilidade Social Coorporativa (15h) Prof. Marcio Schiavo

Módulo III - (54 h)
Captação de Recursos à Cultura
Coordenação: José Carlos Barboza
Legislação de Incentivo ao Setor Cultural (15 h) Prof. José Carlos Barboza Projetos e Estratégias de Captação de Recursos (15 h) Prof. Ricardo Falcão
Gestão de Patrocínios e Investimentos Privados ( 15h) Profª. Lucimara Letelier
Análise de Fundos Alternativos Nacionais e Internacionais (10h) Prof. Ricardo Falcão

Módulo IV - (60 h)
Produção Executiva de Ações Culturais
Coordenação:Denise Mattar
Engenharia em Produção Cultural (12 h) Prof. Carlos Frederico Barros Produção em Audiovisual (12 h) Profª Samantha Ribeiro
Produção em Artes Cênicas (12 h) Prof. Fábio Ferreira
Produção Musical (12 h) Profª Eliana Fonseca e Valeria Colela
Produção em Artes Plásticas (12 h) Profª Denise Mattar

Módulo V - (72 h)
Desenvolvimento e Informação Estratégica
Coordenação:Luiz Carlos Prestes Filho
Micro e Macro Economia da Cultura (18 h) Profs. Ana Carla Fonseca Reis e Prof. Luiz Carlos Prestes Filho
Políticas Públicas para a Cultura (18 h) Profª.Lia Calabre
Antropologia do Consumo Cultural (15h)
Pesquisas de Mercado e de Opinião (12 h) Profª. Cristina Lins Metodologia da Pesquisa (12 h) Prof. Lamounier Villela

Módulo VI - (63 h)
Cultura e Tecnologia
Coordenação:Eliane Costa
Cultura Digital (15 h) Profª Eliane Costa
TV Digital no Brasil (12 h) Prof. Nelson Hoineff
Novas Mídias no Jornalismo Cultural (12 h) Profª. Regina Zappa
Novas Mídias na Comunicação Corporativa (12h) Prof.Walter Curi Direitos Autorais na Produção Cultural Digital (12 h)
Equipe coordenada pelo Prof. Ronaldo Lemos e equipe

Corpo Docente
Vide página Corpo Docente - [ ENTRAR ]
Coordenação Acadêmica
Profº. Ms. Kátia de Marco
Graduada em Ciências Sociais e mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense. Coordenou a Sala Raul Seixas do Centro Paschoal Carlos Magno, Niterói (1994/1997). Lecionou no Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense, no curso de Produção Cultural (1997/2000).
Coordenou e implantou, o Projeto Niterói Artes da Fundação de Arte de Niterói. É membro da Associação Brasileira dos Críticos de Arte - ABCA desde 2000. Realizou curadorias em diversas cidades brasileiras, destacando-se a co-curadoria geral, da Exposição Niterói Arte Hoje, de 187 artistas, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em 2002. É fundadora e presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural - ABGC e é coordenadora acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais e Sociais - PECS, do MBA em Gestão Cultural, do MBA em Gestão Social, da Pós-graduação em Produção Cultural e da Pós-graduação em Vinho e Cultura, da Universidade Candido Mendes.

Livros embasamento projetos culturais

Projetos culturais - 5ª edição, de Fábio Cesnik e Maria Eugênia Malagodi(Instituto Pensarte/Ed. Escrituras)Prefácio Gilberto Gil
Aborda todas as fases de um projeto cultural: elaboração, aspectos legais, administração e busca de patrocínio. De maneira prática e acessível, oferece elementos para o planejamento e análise do projeto, mostrando ainda como lidar com as leis de incentivo à cultura.
Vejam outras publicações no:
http://www.pensarte.org.br/publicacoes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Yacoff Sarkovas - patrocinio cultural



Vejam o bom texto e a visão do Yacoff sobre marketing cultural e patrocinios, além de uma otima analise sobre financiamento da cultura.
Para ler clique na figura.
fonte: acervo Biblioteca Publica do Parana (emprestimo Anildo) livro "Marketing Cultural: um investimento com qualidade" - (varios autores - entrevistas) - São Paulo - Informações Culturais - 1998.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Mercado, cultura e marketing - Jorge da Cunha Lima







Vai mais um texto de embasamento para ideias na formatação de projetos. A entrevista é bem interessante apesar de ser de 1997/98.

fonte: livro"Marketing Cultural: Investimento com qualidade"
informações culturais - 1998
emprestimo acervo Biblioteca Publica do Parana
scaner: Anildo Guedes, dom 15 fev 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Combinado Silva Só - Cimples Ocio divulgação de projetos

O Ricardo Salmazo do Grupo Combinado Slva Só, aqui de Curitiba, apresentou projeto à Fundaçao Cultural de Curitiba - Mecenato Subsidiado em 2008, segue resumo da apresentação

Nome do Projeto: Samba do Compositor
- O SAMBA DO COMPOSITOR é o lugar onde descobriremos e daremos voz aos compositores sambistas curitibanos. Sera um evento onde os compositores apresentarão seus sambas, não pagarão inscrição nem entrada e terão os seus sambas escutados e cantados por todo o público presente, além de concorrer a um premio em dinheiro no final do evento.
Será um lugar onde os compositores serão as estrelas do espetaculo, portanto pode-se considerar um show de no minimo 5 musicos (Grupo Combinado Silva Só) acrescido de músicos convidados (CD/video em anexo) e 7 compositores diferentes por evento, totalizando o minimo de 82 pessoas mostrando sua art no decorrer dos 12 (doze) shows programados.
Produção e apresentação de 12 (doze) eventos de novos compositores de samba da cidade de Curitiba. Será realizado um show por mes durante um ano, onde serão inscritos 7 (sete) sambas por evento, para serem cantados pelo Grupo Combinado Silva Só que será responsavel por escutar os sambas, aplicar o criterio de escolha (letra, instrumentos, estilo de samba tradicional), fazer os arranjos, ensaiar e executar os mesmos no evento. Os eventos ocorrerão na CASLA - Casa Latino-Americana).
As apresentações serão realizadas todo primeiro sábado do mes, com o repertorio de sambas trazidos por artistas locais e submetidos ao crivo da comissão julgadora. Cada show terá a duração de 3 (tres) horas. O preço cobrado pela entrada será de R$ 5,00, sendo assim de fácil acesso e para todos os públicos.
Um evento como esse é importante, pois colocará em evidencia grandes artistas que não tem local para mostrar suas obras e dará motivação para eles não desistam de fazer arte. O resgate do estilo tradicional de se fazer samba é um ponto de suma importancia, pois propaga o estilo simples e sentimental do samba em sua forma mais pura e sem poluição como faziam Cartola e Noel. O samba do compositor colocará a cidade de Curitiba em destaque nacional e revelará grandes talentos para o samba raiz.
Nossa cidade está cheia de talentos ligados ao samba a espera de uma oportunidade de mostar sua voz, e por isso, devemos dar essa oportunidade para que não desperdicemos mais talentos do que já desperdiçamos ao longo de nossa história.
Nesse momento osamba esta emergindo no País todo e em Curitiba não esta sendo diferente. Com sambisas de vários vertentes, o ritmo se propaga e nasce a cada dia na região. Tendo homens, mulheres, músicos formados, estudantes de música, alunos do conservatório da MPB, músicos sem formação, enfim, todas as vertentes de músicos adotam o samba, e como consequencia, compôem sambas também.
O samba do compositor é um evento inédito na cidade de Curitiba e é inspirado no modelo do Samba da Vela de SP.

Estrategia de Açao
1 - Inicio dos trabalhos do coordenador geral do projeto;
2 - Elaboralao do projeto e inscrição na FCC;
3 - Após a aprovação, inicio da captação de recursos pelo próprio proponente;
4 -Contratação dos músicos e arranjador
5 - Arranjador providencia partituras;
6 - Definição do espaço para ensaios;
7 - Pagamento de direitos autorais;
8 - Inicio dos ensaios da banda;
9 - Elaboração da arte final dos impressos, serviços gráficos e impressão de material;
10 - Acertos finais de espaço para apresentação;
11 - Divulgação do evento nos meios jornalisticos, colocação de cartazes, panfletagem e busca de apoio na midia convencional e alternativa, contando com o apoio das entidades filantropicas ligadas ao projeto;
12 - Contratação e preparação de técnicos para as apresentações;
13 - Apresentação do evento;
14 - Gravação, mixagem, prensagem do CD "Samba do compositor Curitiba PR";
15 - Contabiliade geral do projeto (pagamentos e acertos finais);
16 - Montagem de Clipping;
17 - Prestação de contas para a Lei do Incentivo;
18 -Retorno para incentivadores (apresentação de resultados)
19 - Balanço geral do projeto entre equipe;
tempo estimado:365 dias (12 eventos, 1 por mes no total de 12 meses ininterruptos de evento).
digitação Anildo, em 27/01/2009 (estou sem scanner) aniversario de Mozart. Radames e Waldir Azevedo.
- documento entregue (acho que o projeto foi ele que escreveu também) por Ricardo Salmazo, em dez/2008.

Assessoria projetos culturais - Cimples Ocio informação

Olha ai uma boa dica para quem tem duvidas (como eu) com relação à varias etapas de seus projetos culturais:

http://www.overmundo.com.br/banco/assessoria-gratuita-de-de-projetos-culturais

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Agentes culturais - Cimples Ocio estudos

Continuação do texto da postagem anterior, agora com enfase nos partcipantes de uma cadeia, digamos cultural:

A visão de que a cultura brota espontaneamente do seio do povo acaba impedindo o acesso aos bens culturais, o que iria contribuir com a formação de novos artistas e com a possibilidade de desenvolvimento de novas carreiras. Também existe uma visão simplista – criada pela Revolução Industrial – que considera a cultura um acessório, um hobby. Assim surgiu a indústria cultural. Vamos trabalhar aqui verificando que agentes temos nessa indústria que se apresenta. O primeiro deles é o artista, aquele que cria, transforma sua idéia em arte e quer que essa arte seja vista, ouvida e espalhada por todos. Logo, essa arte vira um produto. Criado o produto, é necessária a presença do produtor cultural, o segundo agente, sendo quem produz, organiza e prepara o cenário para o artista atuar. O público surge como terceiro agente, atuando no consumo desses produtos e tornando-se seletivo, crítico e questionador. Surge, então, outro agente, a mídia, que, embora seja ávida de divulgação desses produtos, leva mais em conta aquele que pagar mais por esse trabalho. Para isso, surgem as empresas, ávidas por se apresentar na mídia, por estar com suas marcas na cabeça do público. Outro agente nessa indústria é o governo, que precisa estar atento em não permitir dirigismos culturais e que deve investir de tal forma que qualquer dos produtos culturais tenham a mesma oferta junto ao público. Está criado, assim, o mercado cultural. Conhecê-lo é saber o que vender, quem quer comprar e que produtos oferecer. Para qualquer agente desse mercado cultural, é fundamental ter conhecimento em áreas culturais, leis de incentivo, marketing, projetos e planejamento. A produção cultural passa a ser vista como um processo e para tal precisa de planejamento. Este tem início no levantamento das etapas de produção: determinar os procedimentos e passos do planejamento; executar pesquisas; definir objetivos e estratégias; saber elaborar um projeto, seguir um roteiro predeterminado, verificar a melhor forma de apresentá-lo, que texto de apoio utilizar.
autor: ROBERTO CORRÊA COBAS COSTAS

Definição de Cultura - Cimples Ocio estudos

Bom, estou estudando na escola google e resolvi trazer pra cá o que leio, para tentar algum dia viver do que gosto e realizar alguns sonhos com relação à samba, choro, culinária do Brasil e ambientes instigantes.

Edward Burnett Tylor (em Primitive culture, 1871) talvez tenha a definição que consideramos mais abrangente: “Cultura [...] é o complexo no qual estão incluídos conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes e quaisquer outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. ]

fonte: http://www.lenderbook.com/cultural/index.asp
texto de: Autor: ROBERTO CORRÊA COBAS COSTAS